quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O DERRADEIRO

O melhor jeito de dizer isso é fazer diretamente: colegas, preciso dar um tempo com o blog.

Não, meus inimigos. Não estou sendo processado por algo que escrevi por aqui. Também não fui ameaçado a deixar isso tudo, pelo menos diretamente. E aqui vai a única referência aos anônimos que insistiam em escrever recadinhos, mas nunca publicados. Ô raça covarde!

Pelo mesmo motivo que decidi adiar o início da publicação deste espaço decido agora por esta pausa. Vai faltar tempo para a dedicação que merece. Uma certa vaidade impede que o hobby seja tocado de qualquer jeito. Melhor assim. Por isso, fica aqui o agradecimento aos meus fiéis leitores. É, consegui alguns nesse um mês e meio no ar. Foram 3700 exibições de página nesse período. Uma média de um pouco mais de 100 por dia. Legal, né?

Mais uma vez vou tocar um novo rumo na minha vida profissional. Vou deixar minha Londrina, meus colegas e meus amigos. Mas vou procurar levar sim um pouco disso comigo. Tem coisas que são pra sempre, não tem jeito. Mas confesso que a proposta inicial do blog iria se perder. Mas quem sabe alguns tratantes não resolvam de vez contar as próprias histórias? Não é mesmo, Frazão, Cavazzoti, Paschoal, Janaína e Ganchão? Ô gente preguiçosa! E posso garantir: os bastidores da notícia, às vezes, são muito mais interessantes do que as manchetes dadas. As histórias contadas pelo meu amigo Fábio Silveira por aqui demonstram isso. Amém que a internet está aí para servir de vazão para o que somos ou éramos impedidos de tratar no nosso emprego. Tenho certeza que a censura imposta durante a administração do prefeito cassado não se manteria hoje. Fundalmentalmente pela força e coragem dos jornalistas londrinenses. Estruturalmente pela facilidade em tornar público na rede. É a lição que tiro dessa breve e deliciosa experiência.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PRAGA

Houve um tempo, recente até, em que o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná era realmente atuante. Agia contra as condições inadaquadas de trabalho nas empresas e, principalmente, fiscalizava o exercício ilegal da profissão. As brigas eram boas. Uma das melhores delas foi contra o apresentador de programa policial Barbosa Neto.

Quando ainda estava na UEL, os estudantes pareciam praga dentro das redações de rádio. A da Tabajara, mais tarde CBN, só tinha estudantes. Eu junto. O Sindicato tanto incomodou o Amarildo Lopes que ele não teve outro caminho. Regularizou a situação de todos. Como ainda não éramos jornalistas formados, fomos reconhecidos como radialistas. Um jeitinho encontrado pelo Sindicato e pelo patrão que rendeu um salário registrado em carteira de 879 Ufir's, depois transformado em 879 reais. Na época, uns 150 reais a menos do que o piso mínimo para jornalistas. E ainda trabalhando 5 horas. Foi uma conquista enorme para nós e também para os já formados. Em outras emissoras, na Paiquerê por exemplo, eles passaram a receber o piso integral.

Uns três anos depois o Sindicato bateu à porta do JL. Restava alguns meses para eu concluir o curso e já assinava matérias como todos os outros repórteres, e como eles também, recebia o piso mínimo estipulado. Não adiantou. O Guia Rosa vivia reclamando do Sindicato pelos cantos. O presidente Áureo Nogueira pregava que estudante era mão-de-obra barata e que o lugar para aprendizagem era a escola. Na primeira limpa que teve no jornal, eu estava no topo da lista.

Mas Barbosa tinha diploma. Ganhou láurea acadêmica por manter notas acima dos 8,5 durante os quatro anos de curso. Mas na hora do almoço reinava absoluto com um programa policial que mostrava até o buraco da bala no crânio do sujeito. Coisa fina. A briga aberta com o Sindicato teve como situação limite a imagem de um suicida enforcado. A cena era numa mata fechada e a corda amarrada num galho de árvore. O corpo foi encontrado horas depois do suicídio e a imagem marcante era a do pescoço do homem que, estranhamente, se alongou. E tudo foi para o ar, uma, duas, três vezes. A reação do Sindicato foi cidadã. Montou uma barraquinha no Calçadão e colheu assinaturas de quem passava por lá contra o programa. Mas Barbosa ficou no ar um tempão e só saiu por opção própria. Quando voltou para a TV, largou mão desse tipo de notícia.

Hoje o Sindicato tá mais sossegado. A obrigatoriedade do diploma caiu. E a discussão sobre a necessária formação do Conselho de Jornalistas virou água por culpa dos patrões e muitos coleguinhas. Os programas policiais permanecem no ar, aos montes. É um outro tipo de praga. Essa, muito mais danosa e para toda a sociedade.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

EFEITO GILMAR MENDES

Gosta de escrevinhar mas ainda não tem blog? Tem vocação para celebridade mas a TV ainda não te descobriu? Seus problemas acabaram:

http://www.projetoqualificar.com/cursos_11.html


Dá uma olhadilha lá e responda: na mão de quem estão aqueles técnicos do cartaz?

DESOCUPAÇÃO

O frio era insuportável. Pra piorar, estávamos no meio do colonião. Madrugada em Alvorada do Sul. "Não dá prá pegar nada. Temos que chegar mais perto". Falou pra mim o cinegra encarregado das imagens da desocupação de uma fazenda ocupada pelo MST. Naquele dia, fomos presos pela PM.

O governo Lerner iniciara um procedimeno novo para coberturas de desocupações de áreas no Estado. A imprensa, ainda que informada oficialmente da ação, estaria impedida de cobrir de perto o trabalho da Polícia. O argumento era de que a presença das câmeras de TV e fotógrafos pudessem incentivar uma reação dos acampados, como se isso não fosse natural. O que talvez queriam esconder seria uma provável contra-reação da nossa polícia.

O cerco às equipes de reportagem começou ainda à noite no Batalhão de Rolândia, ponto de partida de camburões e micro-ônibus. Os carros das TV's e jornais só poderiam sair quando a última viatura tivesse ido embora. E nós ainda não sabíamos para onde iríamos. A região toda era de fazendas ocupadas. Só mais tarde, já na rodovia de acesso às estradas rurais, é que ficamos sabendo qual das áreas haveria reintegração. Uma barreira foi feita pela Polícia Rodoviária Estadual e fomos obrigados a ficar onde estávamos. Nem adiantou protestar. A fazenda era uma das maiores da região, com centenas de famílias lá dentro. O aparato montado pela Polícia grandioso. Policiais de Batalhões do Estado inteiro. Armados. O MST, também. Todos temiam o pior.

No bloqueio não podíamos ficar. Nossa equipe deu meia-volta e encontrou outra estrada rural, sem policiais. A intenção era escapar do cerco contra a imprensa. Sitiantes nos ajudaram e enfim, avistamos as primeiras viaturas e ... fumaça. "Fudeu, fudeu ... deu merda!!". Não havia para onde irmos de carro. Decidimos correr a pé mesmo. Lama no chão, mato cortando as mãos e vento forte no rosto. Nosso motorista não aguentou e pediu para ficar. O sinal de fumaça ficava cada vez mais perto. Já dava para ouvir os apitos da polícia. Mas as imagens ainda estavam longe do ideal para serem captadas. Naquele momento vimos que não dava mais para continuar no meio do mato. Cansados, com frio e com sono decidimos ir para a estrada de terra forrada de policiais. "Vamos tentar", disse.

Uns 20 minutos de caminhada e encontramos o primeiro grupo de PM's. Viatura e sotaque do Oeste. "O quê vocês estão fazendo aqui?", disse o soldado preparando o chimarrão. "Temos autorização do Comando para estar aqui", disse com convicção. "Quem autorizou?", insistiu. Falei o nome de um oficial qualquer e por sorte, o gaúcho não conseguiu confirmar a versão. O rádio que usava estava fora de frequência naquele ponto. "Posso continuar meu trabalho?", disse firme de novo. "Vai lá, guri".

Nessa hora já estávamos nos achando. Eu e o cinegra já estávamos comemorando o furo. Mas daí, uma nova barreira, desta vez com Bombeiros juntos. "O que é que vocês estão fazendo aqui?". "Temos autorização do Comando para estar aqui". "Autorização de quem". Falei o mesmo nome da outra vez, mas agora, o oficial não reconheceu. "Você está se referindo ao Comandante dos Bombeiros", questionou o oficial. "Ele mesmo", confirmei. "Mas eu sou o oficial e não lembro de ter autorizado alguém da imprensa entrar aqui". Ali eu voltei a tremer e já não era mais de frio. O oficial chegou a dar voz de prisão. Nosso equipamento foi apreendido e fomos conduzidos para dentro do camburão dos Bombeiros. Ouvimos um monte.

No caminho, ficamos bem pertinho da sede da Fazenda. Não havia confusão. Não houve tumulto. As famílias saíram pacificamente nos caminhões do dono da área. A fumaça que vimos era das fogueiras feitas pelos PM's para se esquentar. Fomos levados de volta àquela barreira na estrada e nosso equipamento foi devolvido. Imagens? Não fizemos nenhuma. E ainda ouvi um outro monte do meu chefe ...

domingo, 29 de novembro de 2009

CABEÇA ERGUIDA



É difícil falar algo num momento como esse, com o São Paulo deixando escapar mais um título brasileiro. Seria o quarto seguido, já imaginou?
Mas, bola pra frente. No próximo domingo, é vencer o Sport, campeão brasileiro de 1987, e confirmar presença na Libertadores do ano que vem.
O importante é manter a supremacia contra o resto e lembrar sempre que continuaremos a ser o único time campeão brasileiro seis vezes. Hexa, sem asterisco, só o São Paulo !!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CORAÇÃO VALENTE

Um carrão parou em frente a sede da emissora de rádio. De lá saiu um dos homens mais requisitados pela imprensa local e nacional na época. O escândalo do mensalão era manchete e ele, acusado de ser o intermediário do partido no esquema de compra de deputados para o fortalecimento da base aliada do governo. Estávamos na janela, segundo andar, e José Janene nem caminhar direito conseguia.

Assunto não faltaria para aquela entrevista. Janene era notícia no momento por estar de licença médica e já estar pleiteando uma aposentadoria por invalidez. Alegava problemas cardíacos: miocardite aguda. Doença rara, que provoca a degeneração do coração até o enfraquecimento total e perda da função contrátil. O tratamento foi em Curitiba e consistia em uso de células-tronco, tiradas do quadril e implantadas no coração. De volta à Londrina, Janene topou a entrevista na rádio. As escadas, subiu aparentando uma dificuldade enorme. Era um degrau e uma paradinha. Outro degrau e mão no peito.

A primeira vez que fiz uma entrevista com o deputado a imagem que ficou foi outra. Em pleno Calçadão, na Alameda Miguel Blasi, gesticulava e gritava. Um oficial de justiça foi até ele para uma intimação e, na versão do próprio, a resposta veio com chutes e pontapés. O oficial não teve dúvidas: mandou chamar reforço policial e o circo foi armado. O oficial mostrando a canela roxa e o deputado falando de abuso de autoridade. Do oficial, pra ficar claro.

Pelo menos daquela vez o deputado falou. Isso não era comum, ainda mais quando o assunto era polêmico. No episódio do escândalo AMA/Comurb, por exemplo. Os oficiais de justiça atrás do prefeito para intimá-lo e confirmar o afastamento dele do cargo. Surgiu o boato de que Belinati estaria numa das fazendas de Janene aqui na região. O prefeito não estava, mas flagramos um juíz saindo de lá num domingão de sol forte. Segundo ele, negócios. Os dois, vejam só, eram criadores de ovelhas. Janene ignorou nossa presença em frente a sede da fazenda. E quando teve a chance, acelerou a caminhonete e deixou nossa equipe de TV comendo poeira.

Mas o agora fragilizado deputado afastado estava mais paciente, literalmente. Mostrou o volume que uma espécie de marca-passo colocado sob a pele, fazia no peito. Relatou passo a passo o tratamento. Expressava dificuldades para falar. "Não posso ter emoções fortes", disse mais de uma vez no estúdio. Mas também fez outra revelação importante na época: política, nunca mais.

Quatro anos se passaram. Janene, acusado de receber R$ 4 milhões do Valerioduto, foi absolvido pela Câmara dos Deputados. Meus amigos mais bem informados garantem que, para 2010, ele volta. José Janene estaria com um apetite daqueles para disputar mais uma eleição. A saúde? Vai bem, obrigado.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ALCOOL NA FOGUEIRA

O colega repórter acaba de chegar. Quase junto, o vereador. Ambos estão atrasados para a sessão que já começou. "Estava lá, de novo. Passamos e vimos", disse o repórter. O 'lá' era um boteco no cruzamento da Souza Naves com a Bandeirantes. 'De novo', porque os atrasos estavam cada vez mais frequentes e o estado de embriaguêz cada vez mais óbvio. "E aí, vocês vão fazer?". Silêncio entre os repórteres.

Era a clássica discussão entre jornalistas sobre uma notícia que envolveria a vida privada de um homem público. Participei de debates assim em outras duas situações. A primeira delas, ainda em 1995, quando o prefeito Cheida se separou da mulher. Como Marta também exercia função pública, no Provopar, argumentei que a notícia seria válida. Fui minoria e a matéria não foi feita. Em 2006, Belinati também confirmou que se separara da mulher. Todos sabiam, mas nos bastidores. E Emília, pronta para lançar a candidatura à deputada. No dia de convenção partidária fui escalado para a cobertura. E a separação foi abordada, mas de uma forma sutil: se ela permaneceria usando o sobrenome Belinati se confirmada a candidatura. Disse que sim, e aí abriu o jogo para uma conversa mais franca sobre a separação. Foi a primeira vez que ela tratou do assunto publicamente. Mais recentemente, neste ano mesmo, o vereador Roberto Kanashiro revelou um problema de saúde que o tirou temporariamente da câmara. Chamou a imprensa para uma coletiva e trouxe o médico para as explicações. Mas outro vereador agiu diferente, preferindo a discrição. Ainda que afastado da função para que foi eleito para o tratamento de um câncer, a história não virou notícia. Mesmo depois de recuperado e de volta à labuta, também se negou a falar do assunto, o que foi respeitado por todos.

Mas, como cada caso é um caso ... o do vereador tinha as particularidades. Ele era jovem mas já sofria de problemas de saúde: hipertensão e diabetes. Mas o dano maior para o homem público era o da imagem. Os efeitos do alcoolismo são mais difíceis de esconder. O vereador estava desleixado com a aparência. Também parecia não se importar com os discursos vagos, desconexos e de fala pastosa em plenário. Entrevistá-lo também gerava desconforto. O hálito era marcante, mesmo quando o diálogo acontecia no período da tarde, em dias de semana.

Levei a história para minha chefia na época e tive carta-branca para agir. Havia também combinado com os colegas setoristas que trataríamos do assunto ao mesmo tempo, afinal não havia ali a busca do furo. O problema era delicado e todos sabiam o que estava acontecendo. Uma reunião informal foi feita com os vereadores da mesa executiva onde tratamos do assunto. Explicamos que víamos ali uma incompatibilidade com a função e que o zelo por este relapso numa função pública deveria ser de preocupação também da presidência e dos demais. Mas eles não sabiam o que fazer. O colega estava doente, mas ninguém ainda tinha se prontificado a ajudar, muito menos pensado em uma provável punição. Daquela vez, não teve matéria.

O tempo passou e o mesmo vereador se envolveu numa briga com uma fiscal de Zona Azul. Besteira, mas turbinada pelo estado de embriaguêz do sujeito. Discutiu com uma menina, foi preconceituoso e grosseiro com ela. Na frente de testemunhas. O vereador foi gravado pelas câmeras de TV e fotografado pelos jornais. Mal conseguia entrar no carro e foi obrigado a aceitar a ajuda de um conhecido que passava por lá. Naquele dia eu e um colega setorista conversamos por telefone. "Um dia ia dar nisso, né?", concordei com ele. "Mas será que dava para evitar?".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CARIOCAGEM

Teve uma época em Londrina que queríamos ver o capeta na frente, mas não o Oscar. É, o tal mão-santa. Vivíamos o auge do time de basquete daqui e o Flamengo de Oscar era o próximo adversário. Na partida aconteceu de tudo, inclusive briga em quadra e no vestiário. Tão feia quanto, foi a briga entre a afiliada de Londrina e a cabeça de rede no Rio de Janeiro.

O chefe daqui fez um desfavor ao bom jornalismo. Decidiu escalar uma única equipe para o jogo. Além disso, decidiu também não mandar repórter, foram só o cinegra, o auxiliar e um estagiário. Quem é que não sabia que o jogo era de risco? Moringão lotado, time embalado e uma rivalidade deliciosa contra o Oscar. Ia ser uma partida, no mínimo, nervosa. E a gente sem repórter em quadra ...

Acompanhava tudo pela TV, em casa. Londrina na frente. Flamengo na frente. Bola para Oscar e o ginásio vinha praticamente abaixo tamanha a vaia contra ele. "Chorão, chorão, chorão", gritava o público. E Oscar reclamava de tudo com a arbitragem. Quando marcava, olhava para a torcida. Beijava a camisa do Flamengo. Deixava o torcedor enfurecido. Um baita espetáculo, sem dúvida. Que foi interrompido com uma discussão no meio da quadra entre os jogadores e chegou até as arquibancadas. Briga entre os atletas. Briga entre as comissões técnicas. Cadeiras de plástico voavam de dentro para fora da quadra. Pipoca, o pivô deles, foi flagrado fazendo isso. Seguranças cariocas distribuíram sopapos já no caminho para o vestiário. Lambança geral.

"Tá vendo isso tudo", disse a pauteira por telefone para mim. "Tô. Me libera que eu vou prá lá", disse. Fui. Quando cheguei o clima ainda era tenso, mas o pior já tinha passado. O estagiário e o cinegra passaram o que aconteceu. Entrevistei quem precisava e pronto. Matéria feita. No dia seguinte, aquela edição caprichada e VT para o programa de esportes em rede nacional. A mensagem era de um time carioca nervoso e brigão. E uma torcida raivosa e que ainda assim, respeitou os limites do ginásio sem invadir a quadra.

Mas o assunto não terminou ali não. No outro dia, o programa voltou a falar da partida. Agora com texto fechado no Rio de Janeiro e imagens cedidas pelo canal de TV por assinatura. Foi praticamente um desmentido. O time do Flamengo passou a ser vítima. Os torcedores daqui, uns chucros e violentos. Sobrou até para o Ênio Vecchi responsabilizado pelo que foi chamado de destempero de seus jogadores.

Essa história nunca foi explicada, mas teve dono. O VT foi assinado por um repórter em evidência na época. De mesmo sobrenome do mão-santa. É, o irmão dele. Cariocagem.